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Uma Democracia Quase Perfeita!
O congresso nacional tentará fazer uma reforma política, para que possa ser posta em prática, ainda, no ano que vêm, ano de eleições. O motivo fundamental que impulsiona esta proposta é, a rigor, o desgaste que os membros do congresso teem sofrido nos últimos dias - por culpa deles, é lógico! Agora, o que vemos nas discussões é se teremos um sistema eleitoral distrital simples ou misto. Alguns defendem, ardorosamente, a votação em listas partidárias fechadas. Seria a sopa no mel muito embora, até hoje, eu não saiba o que significa isso. No meu entender, nelas, somente entrariam os afilhados, os parentes, os cupichas, os menos dotados, porque políticos não toleram a presença de pessoas que pensam e emitem juízos de valores a respeito deles. Não toleram criticas! São, na sua esmagadora maioria, medíocres e voltados a obter ganhos pessoais com recursos públicos, sem cerimônia ou ética. Por essa razão, não acredito que vão votar nada, porque não vão querer perder as benesses a que estão acostumados. Veja o escândalo das passagens aéreas, e tantos outros, que tivemos notícias. É a esse modelo político corrupto, que eles estão acostumados e não vão largar o osso de jeito nenhum. É muito mais fácil fazer política e ganhar eleições com a simples compra de votos, com programas do tipo Bolsa Família ou Minha Casa, Minha Vida! Portanto, para não dizerem que só faço críticas e não apresento soluções, resolvi apresentar a minha proposta para um sistema democrático justo, à prova de corrupção e de compra de votos. Se for considerada como uma idéia utópica, não tem a menor importância! Mas, é uma idéia que difere das habituais que não resolveram e nem resolverão nada. Imagine se o congresso nacional fosse assim constituído: - Na época aprazada, o STE (Supremo Tribunal Eleitoral) convocaria, para servir ao país, como deputados, duzentos cidadãos, proporcionalmente, para cada estado, sorteados pelo CPF e com os seguintes requisitos: - Ser maior de trinta e cinco anos; ter, no mínimo, o segundo grau completo; apresentar folha corrida da polícia, com um nada consta bem grande; ser mentalmente articulado e possuir certo grau de inteligência, o que evitaria a presença dos Severinos Cavalcantes da vida. O mesmo se daria no senado, só que com indivíduos maiores de quarenta e cinco anos representando, cada um, o respectivo estado, e ali residindo, para que não aconteça como no caso de José Sarney – dono do Maranhão e senador eleito pelo Amapá - considerando, ainda, as mesmas qualidades e exigências feitas para os candidatos a deputados. Nenhum deles pertenceria a qualquer partido, em especial, e não seria cobrado nenhum atestado de ideologia ou religião. Seriam convocados para um mandato de cinco anos, sob a condição de que no primeiro ano se dedicariam a aprender o seguinte: qual o papel do político; como deve atuar e qual a razão de estar no congresso brasileiro. Nos quatro anos restantes legislariam! Ao final do mandato, muito bem remunerados, como hoje acontece, recolheriam às suas insignificâncias pessoais e dariam os seus lugares a outros indivíduos. Caso viessem a cair na tentação de se corromperem, seriam processados e julgados; caso fossem condenados, seriam fuzilados em campos de futebol como se faz, nos dias atuais, na China Assim sendo, o custo da bala seria debitado aos familiares. (haja Maracanãs!). - Quais seriam as grandes vantagens desse processo? - Não precisariam gastar dinheiro público em campanhas eleitorais milionárias, não precisariam corromper, inescrupulosamente, a população com a compra de votos, além do mais, deixariam de ser políticos por herança genética, propiciando o fim das dinastias que tanto mal teem trazido à pátria. Perderiam, assim, a incrível mania que teem os políticos de agora, de se organizarem em quadrilhas. Claro que isso é uma utopia! E daí? Nos dias atuais também não vivemos numa utopia da democracia representativa? O presidente seria eleito por qualquer forma democrática determinada pelo STE. Tenho consciência de que isto é quase um sonho e por essas e outras, encerro aqui os meus desabafos semanais. É isso aí! Adeus! João Melo
Escrito por jmf às 21h06
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