Blog de João Melo Filho
   País de Primeiro Mundo!

Até que enfim chegamos lá! Esta é a terceira vez que o Brasil empresta dinheiro ao FMI (Fundo Monetário Internacional). A primeira, se não me engano, foi em 1945, quando da sua criação. A segunda, no governo Getulio Vargas e a terceira, agora, no governo Lula. Paradoxalmente, o presidente Lula convocou à Brasília a maioria dos prefeitos do país dando-lhes um recado frio e direto: “Com o processo recessivo que estamos enfrentando teremos todos de apertar os cintos, governos Federal, Estadual e Municipal!” Deste modo entendi que, daqui prá frente, dinheiro só estará disponível para gastar com a campanha política, com o objetivo de tentar eleger Dilma Rousseff à presidência no próximo ano. Aqui na Bahia o governador, apressadamente, já determinou um corte de cerca de 20% no orçamento deste ano. Aqui em Vitória da Conquista o prefeito, num raro momento de lucidez, suspendeu a festa da micareta, que seria realizada neste mês de abril ou em maio, economizando cerca de um milhão de reais que seriam jogados fora, com estas tristes festas.  È correto assim proceder, quando se sabe que os programas de saúde, por exemplo, estão indo por água abaixo, tanto na execução de políticas de saúde pública, quanto na organização dessas políticas. Como exemplo, citarei o atendimento que fiz a uma paciente encaminhada para o Centro de Atendimento Crescêncio Silveira, onde atendo no ambulatório de saúde mental. Ela veio encaminhada pela Secretaria de Saúde da cidade de Igaporã, distante duzentos e oitenta quilômetros daqui, numa ambulância conduzida, obviamente, por um motorista da prefeitura, com diária paga e tanque de combustível cheio, para obter uma receita de uma medicação que custa em qualquer farmácia, da cidade, o ínfimo valor de R$4,70. Não é por acaso que o site Contas Abertas publicou, nesta semana, uma matéria na qual informa o seguinte: “Não raras vezes vêm à tona fraudes no sistema previdenciário. É o caso de um homem que recebia o auxílio-doença e continuava trabalhando ou mesmo a ocorrência de pessoas que há anos recebiam o benefício, que deveria ser temporário. Esperança para alguns, motivo de desespero para outros, o pagamento de auxílios-doença a segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Previdência Social, chegou a R$ 130 bilhões nos últimos dez anos” É muito dinheiro e, sem dúvidas, devemos fazer muita economia! Entretanto, parece que isso não sensibiliza as mentes e os corações dos nossos governantes. O que eles querem mesmo é gastar, de qualquer jeito, por qualquer motivo, com festas movidas a bebidas alcoólicas e drogas. È por essa razão penso eu, que o abstêmio Lula afirmou numa entrevista, conforme informa o Jornalista Levi Vasconcelos, na sua coluna TEMPO PRESENTE, do Jornal A Tarde, de Salvador: “Lula disse ontem que alguns prefeitos estão mais preocupados em quanto podem tomar de cachaça do que com o tombo”.

 

É isso aí! Tchau!

João Melo

 

 



Escrito por jmf às 21h19
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