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Tempos Modernos!
O tempo passa de forma inexorável para todos nós! Portanto, o que deixamos para a posteridade são exemplos que cada um pode personificar em determinado tempo, época ou situação. As nossas ações serão lembradas, em razão da sua importância social, cultural, e política. Quero me referir, especificamente, a duas personalidades da história recente do país. Uma, da década de cinqüenta, que foi o presidente Juscelino Kubitschek (JK), eleito em três de outubro de 1955. Era um cidadão culto, médico de profissão e político por vocação. Entre muitas das suas realizações, merece destaque a criação da indústria automobilística brasileira e da cidade de Brasília, que passou a ser a capital do país. Exercia com rigor “a liturgia” do cargo de Presidente do Brasil sempre, elegantemente bem vestido, habitualmente muito educado e requintado, com um comportamento compatível com o do homem mais importante do país, naquele momento da história. Conta-se um fato sobre ele que aqui reproduzo, a título de exemplo. JK viajava freqüentemente para a futura capital, Brasília, que estava, ainda, sendo construída. Viajava num dos aviões da Força Aérea - um Constelletion de quatro motores a hélice, adaptado para viagens presidenciais. Numa dessas viagens, a aeronave apresentou um sério defeito, em pleno vôo. Juscelino, que estava dormindo em sua cabine, foi acordado pelo ajudante de ordens, atendendo-o ainda de cuecas. O ajudante apavorado disse: “Presidente, o piloto mandou avisar ao senhor que o avião apresentou um grave problema nos motores e talvez tenhamos de fazer uma aterrissagem de emergência”. JK voltou a fechar a porta da cabine. O ajudante de ordens esperou uns poucos minutos e, instruído pelo comandante do avião, bateu novamente na porta da cabine presidencial. Juscelino abriu a porta; estava dando o nó na gravata e disse para ao ajudante: “Você não vai querer que a imprensa do Brasil noticie que o seu Presidente morreu num acidente aéreo trajando, apenas uma cueca, pois isso é inadmissível, para qualquer presidente que se preze”. Nos tempos atuais temos um Presidente que é inculto, elogia o analfabetismo, como forma de vencer na vida, é capaz de, num flagrante desrespeito ao cargo que ocupa se deixar fotografar, sorridente, fantasiado de caipira, numa festa de São João. Bem pior ainda, aparecer fantasiado de malandro carioca, com um chapeuzinho ridículo na cabeça, na Marquês de Sapucaí, assistindo ao desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, com as mãos cheias de camisinhas ou preservativos masculinos, jogando-as para o populacho abaixo do seu camarote, juntamente com o Ministro da Saúde. Como é um ardente usuário de metáforas e de frases enigmáticas, na maioria das vezes incompreensíveis, poderia com este ato, estar querendo dizer à população brasileira: “Fodam-se”! È isso aí! Tchau! João Melo
Escrito por jmf às 16h11
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